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sexta-feira, 4 de março de 2011

'Charlie Sheen: suspiro trash hollywoodiano' acerta 97ª


Atualizado às 12h47 - 04/03
Ator trash de Hollywood, Charlie Sheen, desbanca iPad, bate recorde de seguidores e vira ‘dono’ do Twitter. A notícia (03/03) produzida pelo Blog da redação do UOL e disponibilizado no portal UOL, acertou na mosca o alvo da 97ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. Mesmo sendo um total analfabeto em redes sociais, Sheen em menos de dois dias conseguiu mais de um milhão de seguidores em seu perfil. Isso fez com que ele entrasse para o Guiness Book, livro dos recordes, como o usuário a ter, em menor tempo, o maior número de seguidores na rede social. Precisamente, ele precisou de 25 horas e 17 minutos para alcançar a marca. Com um passado e imagem de um ator pornô, Sheen ressucitou o Verified Account do Twitter. Para quem não sabe, o Verified Account (ou conta verificada) é um selo que a rede social dava para que usuários famosos possam se distinguir.

O Twitter tinha suspendido os selos em setembro do ano passado. Segundo a Forbes, ele só conseguiu o selo, pois uma empresa chamada Ad.ly, especializada no gerenciamento de reputação online de celebridades, pediu pessoalmente para a equipe do Twitter – além disso, a empresa deu uma série de dicas para ele ‘bombar’ na rede social.E, por fim, e não menos importante, ele conseguiu emplacar uma hashtag (#teamsheen) no trending topics (itens mais citados no Twitter) no dia do lançamento do iPad 2.

Causas e consequências da notícia - A notícia revela mais do que qualquer outra notícia já nos revelou nos últimos tempos. O desenquadramento da cena da notícia muitas vezes nos revela mais a informação que interessa do que o enquadramento da cena da notícia em si. Trocando em miúdos, a notícia fora de cena envolvendo um ator porra-louca de Hoolywood colocou em questão a decadência do mito do broadcasting como fator soberano na distribuição e recepção de conteúdo midiático. Embora estejamos vivendo o culto ao trash de celebridades decadentes de Hollywood, não há o que comemorar, tampouco encarar o boom de Charlie Sheen no Twitter como uma tendência de comportamento linear nas redes sociais. Afinal, as redes sociais não são bem uma ferramenta para celebridades, haja vista um sem-número delas abandonando o Twitter. Muito pelo contrário! Trata-se de uma nova arma de mobilização social de gente comum, de cidadãos que buscam mudanças reais do jogo político travado em um escala global, não mais como uma mera prática provinciana de detonação de um prefeitinho corrupto de uma cidadezinha qualquer. Definitivamente, não! O que vale ressaltar aqui é a nova postura de encarar esse episódio envolvendo Charlie Sheen como um último suspiro de uma comunicação de massa tradicional em decadência, afinal foram mais de 100 anos formatando a audiência através do culto a celebridades. Não se muda isso da noite para o dia. Mas isso vai mudar! Enquanto isso, Charlie Sheen funciona como uma espécie de catarse social no limiar do fim e início de uma nova forma de se comunicar. No caso de Sheen, a sua grande popularidade se deve muita à capacidade de produzir episódios cada vez mais escandalosos. Nas últimas semanas, Charlie Sheen ficou em evidência na mídia por insultar, publicamente, Chuck Lorre, um dos produtores de “Two and a Half Man”, em cuja série era protagonista (com salário de um milhão de dólares por episódio) até que o produtor cancelasse as temporadas do seriado por tempo indeterminado. Para piorar ainda mais a cena, o ator americano perdeu a guarda dos seus filhos para Brooke Mueller, mãe das crianças. Ele deve ficar a uma distância de 90 metros de seus filhos. Então vale uma reflexão profunda: por que as pessoas gostam tanto de tudo que é trash? Por que Tostines vende mais por que é mais gostoso, ou por que Tostines é mais gostoso por que vende mais? Para mim isso pouco importa... Eu odeio Tostines e abomino Charlie Sheen!

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Ministério Público de São Paulo elege seu primeiro ouvidor do povo

Folha só disponibiliza a assinantes dados sigilosos sobre violência

Governo veta concurso público e deixa 10 milhões na mão de calango

STJ afirma que norma autoriza pagamento de supersalários

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

'Feudalismo, segundo Lula da Silva' acerta alvo da 89ª


Atualizado às 09h35 - 08/01
Dois imbróglios envolvendo o ex-presidente Lula menos de uma semana após deixar o governo marcam o que foram os 8 anos de governo supostamente presidencialista configurados, não tão na surdina assim, em feudalismo, segundo o execentíssimo Luís Inácio Lula da Silva. A notícia (06/01) produzida por Matheus Leião, de Brasília e disponibilizado no portal da Folha.Com, acertou na mosca o alvo da 89ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O primeiro refere-se à polêmica sobre a renovação ilegal de passaportes diplomáticos de dois filhos do ex-presidente. O segundo, tão lamentável quanto o primeiro, são as doces férias de Lula e família numa base militar do governo brasileiro. Os dois episódios revelam a faceta vil do governo Lula, que tentou, e ainda tenta, tranformar a democracia de todos num feudalismo dos amigos de São Bernardo, jogando o Brasil nas lamas absolutistas do século 5 d.C.. Presidente da OAB já disse que isso não ficará barato...

Sobre as férias de Lula, o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que a discussão e a controvérsia sobre a renovação do passaporte diplomático para os filhos do ex-presidente Lula são de uma 'IRRELEVÂNCIA' absoluta e minimizou o caso. Agora, ter esse passaporte garante aos portadores um tratamento especial e privilegiado. 'Francamente, eu acho esse tema de uma irrelevância absoluta. Eu imagino que possa agradar muito aqueles 3% ou 4% que consideram o governo Lula ruim ou péssimo, mas para mim é um tema inteiramente irrelevante, sinceramente', declarou Garcia.

Causas e consequências da notícia - A notícia revela como os 8 anos de governo Lula reduziram o Brasil do século 21 aos tempos do feudalismo no século 5 d.C., no que tange à forma de governança de um país que se diz democrático. Mesmo depois de deixar as barras do poder, Lula, filhos e seus amigos parecem querer usufruir do Estado indefinidamente, como se este fosse um prato oferecido apenas a quem adula os possuidores eventuais do poder. Mas 2 dias antes de entregar a marmelada, Lula quis dar de presente aos filhos passaportes diplomáticos? Certamente porque quem tem passaporte diplomático não enfrenta fila para passar pela alfândega e nem precisa de visto para ir a um sem-número de países. Enquanto isso, lá na estiva de todos os santos dias, estamos nós morando de favor em países que nos odeiam, como gente que nunca teve dignidade nem aqui. Para coroar o absolutismo, Lula sai de férias com sua digníssima família. Vai para Guarapari, Praia Grande, Piscinão de Ramos? Não, meus amores! Vai passar férias em uma base militar a convite do excelentíssimo ministro da Defesa. Segundo a lei, não há crime nenhum. Ora, ora! Num país de crimes em aluvião, sair da mesa sem pedir bença ao pai já seria o mesmo que cometer um crime inafiançável em outros tempos, com o perdão pela força da comparação. Quanto aqueles 3% ou 4% que consideram o governo Lula ruim ou péssimo, sobre os quais mencionou o assessor internacional da Presidência da República, deveriam merecer algum respeito. Afinal, são esses 3% a 4% que ainda mantem ativa a massa crítica deste país. Em um mundo em que o que interessa vai além da família e dos amigos de Lula, o Brasil precisa avançar para muito além das marcações seculares das capitanias hereditárias. Se não, seremos nada mais que um país entre as cordas do Carnaval de Salvador. E você já comprou o seu abadá. Vá a São Bernardo...

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Sarney sugeriu ao PMDB usar salário mínimo para barganhar cargos

Críticas às férias de Lula em base militar são 'ridículas', diz Jobim

5 sinais de que um investidor está sendo tapeado por consultores

Telefonemas gratuitos pagos por anúncios antes das chamadas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

‘Porque o nosso povo não se rebela?’ acerta alvo 87ª


Atualizado às 14h44 - 23/12
Com uma pergunta instigante 'Porque o nosso povo não se rebela?', o sempre presidenciável Plínio Arruda Sampaio coloca o povo brasileiro no banco dos réus, ao encarnar a cultura do favor, a cultura da passividade. O artigo (21/12) produzido por Plínio Arruda Sampaio disponibilizado no portal do Terra Magazine, acertou na mosca o alvo da 87ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. Segundo Plínio Arruda, dois fatores explicariam a passividade da nossa gente. O primeiro deles é a terrível repressão policial sobre os insurgentes. Desde a Inconfidência Mineira, o povo sabe que a repressão dos revoltosos é seletiva: os figurões da conspiração foram deportados; o sargento de milícias foi enforcado, sua cabeça exposta ao pública. O segundo fator da conformidade chama-se "cultura do favor". Durante os 300 anos de escravidão, os grupos despojados de poder econômico (negros alforriados, mulatos, cafusos, profissionais sem patrimônio, brancos pobres) só tinham duas maneiras de sobreviver: ou por meio de atos ilícitos ou pela proteção de um poderoso. Surgiram daí o capanga; o mumbava; o cabo eleitoral.

A cultura do favor é uma ética da gratidão. O marginalizado, no sentido daquele que vive à margem dos direitos sociais, que recebe um favor do poderoso está moralmente obrigado a devolver esse favor, a fim de se sentir uma pessoa digna. Esta cultura atingiu não somente o pobre, mas também o poderoso. Porque sempre há alguém mais poderoso de quem se necessita uma providência - um favor.

Causas e consequências da notícia - O artigo antológico de Plínio Arruda Sampaio expõe a chaga de ser brasileiro nesses 510 anos de um país que nasceu e ainda sobrevive sem uma verdadeira identidade nacional. Afinal, nunca me identifiquei com 'Tieta', ou 'Gabriela', ambas de Jorge Amado. De alguma forma, todos nós somos apenas meros coadjuvantes de uma realidade mal vivida por nós todos, diariamente. Em 8 anos de seu governo, Lula soube muito bem se aproveitar dos desapropriados de toda ordem. A partir dos desvalidos, Lula ergueu seu império dentro de uma pseudo república federativa e democrática. Como diz Plínio Arruda, na cultura do favor, existe uma ética da gratidão, sob a qual emerge toda corja de marginalizados, aqueles que sobrevivem à margem de qualquer direito social. Aqueles que recebem um favor do todo-poderoso (Lula não soa nada obsceno) está moralmente obrigado a devolver esse favor, a fim de se sentir uma pessoa digna. E dignidade no caso é votar em qualquer pessoa, qualquer pessoa mesmo, que o doutor sem diploma indicar como poste eleitoral. Não por acaso o próximo governo tem a cara e o suor do anterior, sem nenhuma conotação com quem realmente dá o sangue todo santo dia para ver o seu país ter a cara da França, Inglaterra, Itália e Grécia. Por lá multidões de funcionários públicos, trabalhadores, agricultores, caminhoneiros, ocupam as ruas, bloqueiam estradas, ocupam edifícios públicos em protesto contra cortes em seus direitos. 'Por que aqui não acontece o mesmo, sendo que os cortes são muito maiores', questiona Plínio? Aqui, uma simples greve de aeroviários é barrada com aval da justiça. Segundo Plínio, pelo menos dois fatores explicariam a passividade da nossa gente... Se você é um come-quieto de carteirinha, vá lá pedir bênção ao Plínio plinio.asampaio@terra.com.br


Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Caixa lança cartão para substituir fiador nos contratos de locação

Maconha é plantada em terras da União na região Nordeste

Litoral de São Paulo terá "check-in anticrime" durante o verão

Brasil proíbe direito constitucional de greve por meio de liminares

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

‘Notícias que interessam por Wikileaks’ acerta alvo 84ª


Atualizado às 11h19 - 03/12
Site Wikileaks promoveu uma inundação de mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos que causou muito mal-estar entre diplomatas e líderes mundiais, colocando em xeque a segurança nacional de diversos países ao redor do mundo. A notícia(03/12) produzida pela seção 'Mundo' da Folha e disponibilizada no portal da Folha.com, acertou na mosca o alvo da 84ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O principal alvo foram os Estados Unidos, cujo Departamento de Justiça investiga a divulgação de segredos diplomáticos do governo pelo site WikiLeaks para determinar se houve crime e julgar os responsáveis.

Após ser banido nos EUA e ficar mais de seis horas fora do ar, o site WikiLeaks comunicou na manhã desta sexta-feira que passou a usar domínios (DNS) na Suíça (.ch) e na Alemanha (.de) além de contar com um novo servidor na França e manter o antigo na Suécia.

Causas e consequências da notícia A notícia reafirma que na cibercultura não existe privacidade da pessoa pública, sigilo de fontes de informação, ou proteção de qualquer tipo de documentação digital em trânsito por via on-line, criptografada ou não. Um dia a casa cai! E a casa caiu sem que os Estados Unidos (PHDs em tecnologia da informação) pudessem usar qualquer tipo de poder torpe (aquele que antes e agora sabemos por vias ilegais) para evitar a inundação de mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos. Se os EUA, com todo o seu poder econômico e bélico, não conseguiram barrar a sanha dos sem-tudo, imagine só o que pode acontecer aqui nos trópicos, abaixo da linha do Equador, mas precisamente dentro da gaiola dos corruptos no Planalto Central? Afinal, aqui é tudo sempre igual! Então, os jornalistas profissionais estão mediando o que afinal? A pergunta faz sentido quando um sujeito qualquer decide fazer jornalismo com informação que interessa, sem contar com os 5 requisitos que garantiriam a credibilidade da informação, por ordem de importância: Fonte jornalística, empresa de comunicação, conselho editorial, editores e, por último, repórteres. A partir das tecnologias digitais, a ordem de importância como garantia da credibilidade da informação se inverteu: Wikileaks, redes sociais,comunidades virtuais, empresas de comunicação... E do ponto de vista do site Wikileaks, o jornalista já morreu! Não de uma epidemia sobre a qual ele mal sabe informar, mas de uma doença que ele não sabe que sempre teve: ARROGÂNCIA!

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Documentos vazados põem em risco quem não tem poder

Enquete: Wikileaks não deve ser punido por revelar segredos?

Crédito mais caro retira R$ 61 bilhões do mercado brasileiro

Brasil tem 190,7 milhões e 84% vivem em áreas urbanas

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

'Demitida do Estadão por delito de opinião' acerta 76ª


Atualizado às 17h27 - 08/10
A articulista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito(02/10) artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. A notícia(07/10) produzida por Bob Fernandes (Blog Terra Magazine) e disponibilizada no portal do Terra, acertou na mosca o alvo da 76ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias, e acabou na demissão de Maria Rita Kehl por aquilo que pode ser qualificado por delito de opinião, ou eufemismo de opressão da liberdade de imprensa e liberdade de expressão. Estranho porque trata-se do jornal Estadão, que por está há mais de 400 dias sob censura judicial. O que agrava ainda mais a situação é que não se trata se um fato isolado de cerceamento da liberdade de opinião. Afinal, a Falha de S.Paulo, um site que satiriza os erros cometidos pela Folha de S. Paulo, só voltou a funcionar graças ao uso de um endereço alternativo hospedado nos Estados Unidos, numa tentativa de driblar a liminar conseguida pela Folha que havia tirado o site do ar. Para completar a dura realidade vivida dentro das redações de jornais brasileiros, o diário espanhol El Pais foi vendido para um grupo de investidores americanos por conta de uma dívida de quase 5 bilhões de euros.

Maria Rita Kehl responde ao bloqueiro Bob Fernandes- "Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua? O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram (...) Acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado (...) A imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um "delito" de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua? (...) Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas".

Causas e consequências da notícia A notícia revela que a imprensa democrática livre no Brasil e no resto do mundo passa por um grande momento de crise institucional, achacada por diversos problemas de ordem econômica, política e de sua própria narrativa. Se de um lado os nada inocentes bloqueiros e twiteiros tomam o espaço do jornalista profissional, de outro os interesses políticos e econômicos minam as bases intitucionais das empresas jornalísticas. A demissão de uma profissional de imprensa por conta de sua opinião é apenas a ponta do iceberg de uma profissão em crise. Com ou sem diploma de jornalista, o profissional por traz das cortinas da liturgia das praxis que envolvem o ofício perde a cada dia a sua áurea de único mediador. O que vale dizer que qualquer um se acha apto a 'fuzilar' em praça pública aquele que ousa mediar a babel da multimediação de informação. Maria Rita Kehl foi a vítima de ontem, quem será a de amanhã? Seja como for, dia 2 de outubro de 2010, data da injusta demissão de Kehl, entra para história como o fim melancólico da imprensa livre, muito distante do que gostariamos que fosse...

Leia íntegra do artigo!

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

Dados de dirigente tucano foram irregularmente acessados por petista

Golpe de páginas falsas de bancos mais que dobra no 3º trimestre

Desvendando mitos e verdades sobre a carreira no setor público

Entendendo diferença entre ser popular e ser influente em redes

domingo, 14 de junho de 2009

Uso político da venda de Kaká acerta o alvo da semana


A notícia sobre o uso político da saída do jogador Kaká do Milan pelo dono do clube milanês e também primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acertou na mosca o alvo na 7ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. A política italiana adiou para a última segunda-feira (08/06) o anúncio da transferência de Kaká para o Real Madrid. Berlusconi aceitou vender Kaká, mas exigiu dos dirigentes do Real Madrid e do jogador brasileiro que a confirmação do negócio só acontecesse na segunda passada, um dia após as eleições dos integrantes italianos ao Parlamento Europeu. Berlusconi acreditava que o anúncio da saída do meia-atacante antes das eleições poderia atrapalhar o seu destino político. Berlusconi é o líder do Partido da Liberdade, o maior do país. O premiê italiano alegara que seus opositores tirariam proveito político da saída do jogador, eleito em 2007 pela Fifa o melhor do mundo. Segundo o primeiro-ministro, a transferência de Kaká poderia ser encarada pelos seus opositores como uma derrota financeira do país. Agindo como ave de rapina, Berlusconi tinha razão: foi o candidato mais votado da Itália ao receber mais de 2,7 milhões de votos. Na negociação de transferência de clube, Kaká funcionou mais como um pivô de uma jogada política escusa tramada por Berlusconi fora dos gramados. Essa não foi a primeira vez que o esporte serviu de marketing político para ascensão de políticos inescrupulosos. Isso aconteceu na Era Hitler e nos anos 70 pelos militares brasileiros após a conquista do tricampeonato mundial pelo Brasil. Neste episódio, o fato lamentável fica por conta da ‘ausência de malícia’ do jogador Kaká, que não precisaria entrar nesse jogo sujo para se dar bem na vida. Afinal é reconhecidamente um atleta de alto nível e não precisaria barganhar para fechar a terceira transferência milionária na história do futebol. Outro fato negativo foi o pouco espaço dado ao fato pela ‘libertária’ imprensa brasileira. O único ponto positivo vai para o jornalista Sérgio Rangel da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro, autor da matéria publicada na semana passada sobre o uso político da venda de Kaká.

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Governo pode cortar imposto sobre salário dos trabalhadores

3º lugar - Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva está em plena recessão

4º lugar - Cargos são criados no Senado Federal através de atos secretos

5º lugar - Poucos fundos superam rentabilidade da caderneta de poupança