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sábado, 18 de dezembro de 2010

‘Crápulas no poder por mãos do TSE’ acerta alvo 86ª


Atualizado às 13h02 - 18/12
Esta sexta-feira marcou mais um capítulo da história da conturbada democracia brasileira. Foram diplomados os candidados eleitos em 2010, com a ficha nem tão limpa assim, graças à cultura das liminares que apodrecem o judiciário brasileiro. A notícia(17/12) produzida pela Agência Brasil disponibilizada no portal Zero Hora, acertou na mosca o alvo da 86ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. E foi com base numa dessas liminares, que o TSE liberou a diplomação de Paulo Maluf, acusado de improbidade administrativa. Na outra ponta, em função da liberalidade da lesgislação brasileira, outros candidatos do quilate de Romário, Tiririca, cantores de todos os gêneros e ex-BBB's recheam o rol dos políticos de qualidade duvidosa diplomados para a nova legislatura. Na diplomação dos eleitos por São Paulo, aplausos para Tiririca e vaias para Maluf.

O comediante Francisco de Oliveira (PR) obteve 1,3 milhão de votos e o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf(PP), chegou a ter os quase 500 mil votos recebidos na última eleição anulados por ter sido condenado em primeira instância por improbidade administrativa. Condenação que o incluía no rol de candidatos fichas sujas. Na última segunda-feira, contudo, a condenação foi cassada pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo. Com isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogou a decisão que cassou o registro da candidatura de Maluf.

Causas e consequências da notícia - A notícia sobre a diplomação de candidatos de qualidade duvidosa revela como o judiário brasileiro não é tão independente assim da esfera política. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, concedeu uma liminar que garante a Maluf o direito de ser diplomado para um novo mandato na Câmara dos Deputados. Na decisão, Marco Aurélio levou em conta o fato de o Tribunal de Justiça (TJ-SP) ter anulado no início da semana uma condenação que existia contra o deputado. Antes da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, Maluf era considerado um político "ficha-suja". As idas e vindas no campo eleitoral geram sempre perplexidade. No caso de Tiririca, então, fica a sensação de estelionato eleitoral. Afinal como ser representado por um cidadão semi-analfabeto? Sabe ler, mas não sabe escrever... Ou vice-versa! Interpretar, nem pensar! Neste caso, pensar é coisa para loucos!

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

RSF pede a Obama para que EUA não persigam Wikileaks

Impacto do aumento vergonhoso do salário dos deputados

Movido a fisiologismo, PT impõe a Dilma primeira derrota

CNJ barra golpe de R$ 2 bilhões e 300 milhões no Banco do Brasil

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Diáspora dos hackers por wikileaks' acerta alvo 85ª


Atualizado às 14h37 - 10/12
Na noite da última quarta-feira (08/12, o grupo de hacker Anonymous anunciara pelo Twitter uma série de ataques a sites de corporações de cartões de crédito. A notícia(09/12) produzida por Filipe Albuquerque disponibilizada no portal PC Magazine, acertou na mosca o alvo da 85ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O site alvo da ação foi o da operadora de cartões Visa,que ficou fora do ar durante toda a noite de quarta-feira. O acesso só foi totalmente regularizado no dia seguinte(09/12). No mesmo dia, o grupo também atacou o site da bandeira MásterCard, deixando-o fora do ar. As ações tem como vingança contra todos que apoiam as retaliações ao WikiLeaks pela divulgação de dados confidenciais. Coincidentemente, o criador do site, Julian Assange, está preso em Londres, sob acusação de ter cometido supostamente crime de estupro na Suécia.

O aviso no site de microblogging foi ameaçador: “Próximo alvo: www.visa.com. Preparem suas armas” foi o tweet do grupo, que encara as ações como vingança contra todos que apóiam de algum modo a retaliação ao WikiLeaks pela divulgação de dados confidenciais.

Causas e consequências da notícia A notícia traz em seu DNA mudanças de paradigmas na produção, publicação e consumo de informação e notícia. Embora não tenha nenhuma ligação com o site WikiLeaks ou com o criador do site, Julian Assange, os ciberativistas teriam dito que apoiam as ações do wikileaks, porque defendem os mesmos princípios que a organização: a transparência e a anti-censura. Desse ponto de vista, todos concordamos - menos os políticos e diplomatas - que é preciso haver muito mais transparência na divulgação de informações de interesse público. E, nesse quesito, a diplomacia dos países tem prestado um desserviço histórico. Além dos cidadãos de verdade, apenas os historiadores aplaudiram a inciativa de promover o vazamento de dados da diplomacia. Afinal, eles agora vão poder separar o que é ficção e o que é realidade no mundo, até agora inatingível, das relações diplomáticas entre países. O que para muitos é ciberterrorismo, para outros tantos a ação do wikileaks não passa de cidadania dos que estão cansados de ditadores travestidos de pacifistas, democratas, enfim, de gente do bem! Se alguém ainda não sabe para que servem as notícias que realmente interessam, pode perceber os efeitos causados por elas, principalmente contra políticos de qualidade duvidosa e corporações, que vivem da exploração de consumidores, os quais ainda tratam como escravos do consumo.

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Porta-voz do WikiLeaks nega vínculo com ciberataques

Hackers atacam site de Sarah Palin e do governo da Suécia

Hackers pró-WikiLeaks atacam site brasileiro da Citroen

Hackers usam Google e Facebook para difundir malware

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

‘Notícias que interessam por Wikileaks’ acerta alvo 84ª


Atualizado às 11h19 - 03/12
Site Wikileaks promoveu uma inundação de mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos que causou muito mal-estar entre diplomatas e líderes mundiais, colocando em xeque a segurança nacional de diversos países ao redor do mundo. A notícia(03/12) produzida pela seção 'Mundo' da Folha e disponibilizada no portal da Folha.com, acertou na mosca o alvo da 84ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O principal alvo foram os Estados Unidos, cujo Departamento de Justiça investiga a divulgação de segredos diplomáticos do governo pelo site WikiLeaks para determinar se houve crime e julgar os responsáveis.

Após ser banido nos EUA e ficar mais de seis horas fora do ar, o site WikiLeaks comunicou na manhã desta sexta-feira que passou a usar domínios (DNS) na Suíça (.ch) e na Alemanha (.de) além de contar com um novo servidor na França e manter o antigo na Suécia.

Causas e consequências da notícia A notícia reafirma que na cibercultura não existe privacidade da pessoa pública, sigilo de fontes de informação, ou proteção de qualquer tipo de documentação digital em trânsito por via on-line, criptografada ou não. Um dia a casa cai! E a casa caiu sem que os Estados Unidos (PHDs em tecnologia da informação) pudessem usar qualquer tipo de poder torpe (aquele que antes e agora sabemos por vias ilegais) para evitar a inundação de mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos. Se os EUA, com todo o seu poder econômico e bélico, não conseguiram barrar a sanha dos sem-tudo, imagine só o que pode acontecer aqui nos trópicos, abaixo da linha do Equador, mas precisamente dentro da gaiola dos corruptos no Planalto Central? Afinal, aqui é tudo sempre igual! Então, os jornalistas profissionais estão mediando o que afinal? A pergunta faz sentido quando um sujeito qualquer decide fazer jornalismo com informação que interessa, sem contar com os 5 requisitos que garantiriam a credibilidade da informação, por ordem de importância: Fonte jornalística, empresa de comunicação, conselho editorial, editores e, por último, repórteres. A partir das tecnologias digitais, a ordem de importância como garantia da credibilidade da informação se inverteu: Wikileaks, redes sociais,comunidades virtuais, empresas de comunicação... E do ponto de vista do site Wikileaks, o jornalista já morreu! Não de uma epidemia sobre a qual ele mal sabe informar, mas de uma doença que ele não sabe que sempre teve: ARROGÂNCIA!

Confira agora as outras notícias que acertaram o alvo da última semana:

Documentos vazados põem em risco quem não tem poder

Enquete: Wikileaks não deve ser punido por revelar segredos?

Crédito mais caro retira R$ 61 bilhões do mercado brasileiro

Brasil tem 190,7 milhões e 84% vivem em áreas urbanas