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domingo, 9 de agosto de 2009

'Enterro' de denúncias contra Sarney acerta alvo da 15ª


O presidente do Conselho de Ética alegou falta de legitimidade e provas para enterrar mais sete denúncias e livra o presidente da Casa, senador José Sarney de cassação. A notícia publicada no sábado (08/08) acertou na mosca o alvo da 15ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. Mais uma vez, o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), mandou arquivar mais quatro representações e três denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), todas por quebra de decoro parlamentar. O motivo alegado é o mesmo utilizado nas quatro ações que ele rejeitou na quarta-feira contra Sarney e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) - falta de legitimidade e de provas das acusações feitas pelo PSDB, PSOL e pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Assim, enterrou todas as acusações que haviam sido protocoladas no conselho contra o presidente do Senado. Acorda Brasil!!!

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Senado Federal valida 152 atos considerados secretos

3º lugar - Saída de José Sarney deixaria Lula com crise de governabilidade

4º lugar - Censura judicial à imprensa é tema de debate na TV Estadão

5º lugar - Estranho! Lucro do Bradesco cresce 14,7% mas crédito cai 60%

domingo, 21 de junho de 2009

Fim da exigência de diploma acerta o alvo da 8ª semana


A decisão polêmica do STF que dispensa a obrigatoriedade da exigência do diploma de jornalista para o exercício legal da profissão acertou na mosca o alvo na 8ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. Afinal, a decisão do Supremo vai obrigar o ministro Gilmar Mendes a rever as demais profissões inclusive, a necessidade do diploma de Direito para o exercício legal da profissão de advogado. Concordando ou não com a decisão do STF, a medida soou como uma sentença de morte para o jornalismo profissional como conhecemos hoje. Ao longo de 40 anos, a profissão de jornalista vinha sendo formatada por pesquisadores brasileiros de alto quilate, como o professor Marcos Palacios, um dos integrantes do GJOL - Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line. E da noite para o dia, uma profissão de alta complexidade simbólica cai na vala comum dos cursos técnicos. É impossível prevê o futuro da categoria, cujo imaginário foi profundamente arranhado com o fim da obrigatoriedade do diploma. Afinal, para uma profissão que sempre foi bombardeada por interesses escusos de políticos e ações corporativistas inescrupulosas, um simples papel timbrado registrado no Ministério do Trabalho ainda fazia muita diferença. Por quê? Pelo simples fato de estarmos abaixo da linha do Equador, infelizmente. Não somos ingleses nem americanos, tampouco suecos, de cujos jornalistas não são exigidos qualquer diploma de formação superior para o exercício legal da profissão. Por lá, a maior idade política já foi alcançada. Por aqui, ainda funciona a velha política do “é-dando-que-se-recebe”. Certamente, os jornalistas profissionais nunca foram imunes à essa prática. Mas a decisão do STF só vai institucionalizar atos de uma república velha. Num bom Português, o jornalismo vai virar uma terra sem lei, sem paradigmas éticos nobres. Se a coisa já estava ruim, pode ficar ainda pior! Afinal, qualquer um poderá exercer a única profissão, entre tantas que existem por aí, que criou o imaginário necessário para a instalação de uma CPI no Congresso Nacional que abriu caminho para o primeiro impeachment de um presidente da República. Agora é que será mais difícil garimpar a notícia que realmente interessa.

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Mundo tem 1 bilhão de famintos, segundo relatório da FAO

3º lugar - Manifestação contra Ahmadinejad mata e divide o poder no Irã

4º lugar - Escola brasileira é dominada por preconceitos, revela pesquisa

5º lugar - Em sigilo, Senado demite irmão do presidente da Casa José Sarney

domingo, 14 de junho de 2009

Uso político da venda de Kaká acerta o alvo da semana


A notícia sobre o uso político da saída do jogador Kaká do Milan pelo dono do clube milanês e também primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acertou na mosca o alvo na 7ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. A política italiana adiou para a última segunda-feira (08/06) o anúncio da transferência de Kaká para o Real Madrid. Berlusconi aceitou vender Kaká, mas exigiu dos dirigentes do Real Madrid e do jogador brasileiro que a confirmação do negócio só acontecesse na segunda passada, um dia após as eleições dos integrantes italianos ao Parlamento Europeu. Berlusconi acreditava que o anúncio da saída do meia-atacante antes das eleições poderia atrapalhar o seu destino político. Berlusconi é o líder do Partido da Liberdade, o maior do país. O premiê italiano alegara que seus opositores tirariam proveito político da saída do jogador, eleito em 2007 pela Fifa o melhor do mundo. Segundo o primeiro-ministro, a transferência de Kaká poderia ser encarada pelos seus opositores como uma derrota financeira do país. Agindo como ave de rapina, Berlusconi tinha razão: foi o candidato mais votado da Itália ao receber mais de 2,7 milhões de votos. Na negociação de transferência de clube, Kaká funcionou mais como um pivô de uma jogada política escusa tramada por Berlusconi fora dos gramados. Essa não foi a primeira vez que o esporte serviu de marketing político para ascensão de políticos inescrupulosos. Isso aconteceu na Era Hitler e nos anos 70 pelos militares brasileiros após a conquista do tricampeonato mundial pelo Brasil. Neste episódio, o fato lamentável fica por conta da ‘ausência de malícia’ do jogador Kaká, que não precisaria entrar nesse jogo sujo para se dar bem na vida. Afinal é reconhecidamente um atleta de alto nível e não precisaria barganhar para fechar a terceira transferência milionária na história do futebol. Outro fato negativo foi o pouco espaço dado ao fato pela ‘libertária’ imprensa brasileira. O único ponto positivo vai para o jornalista Sérgio Rangel da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro, autor da matéria publicada na semana passada sobre o uso político da venda de Kaká.

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Governo pode cortar imposto sobre salário dos trabalhadores

3º lugar - Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva está em plena recessão

4º lugar - Cargos são criados no Senado Federal através de atos secretos

5º lugar - Poucos fundos superam rentabilidade da caderneta de poupança