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domingo, 5 de julho de 2009

Morte por gripe suína no Brasil acerta o alvo da semana


A notícia da confirmação da 1ª morte por gripe suína no Brasil acertou na mosca o alvo na 10ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. a vítima foi um gaúcho de 29 anos que foi infectado pelo vírus na Argentina e que faleceu na manhã de domingo (28/06). O ministro afirmou também que foram confirmados mais 36 casos da doença. O número de pessoas infectadas no País sobe, então, para 627 pessoas. Os números referem-se a informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde até as 14h deste domingo. A vítima fatal esteve na Argentina por sete dias. Os sintomas começaram dia 15 de junho, ainda durante a estadia. No dia 19, voltou ao Brasil e foi internado em hospital de referencia em 20 de junho, onde teve o diagnostico positivo, com confirmação laboratorial de influenza A (H1N1). Nos Estados Unidos, a gripe suína já matou 170 pessoas e contaminou cerca de 34 mil, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês). A doença se estendeu a todos os estados do país e também ao Distrito de Columbia, onde fica Washington, e Porto Rico, onde há 18 pessoas infectadas pelo vírus A(H1N1). O estado do Wisconsin é o que registrou mais casos da gripe, 5.861, além de quatro mortos pela doença. Os estados que contabilizaram mais vítimas fatais da doença são Nova York (44 mortos), Califórnia (21), Texas (17) e Illinois (13).

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Rei do Pop vende mais que Elvis e Lennon após suas mortes

3º lugar - São Paulo bloqueia uso do Twitter pelos servidores públicos

4º lugar - Após Lula e Dilma, até Aécio Neves sai em defesa de Sarney

5º lugar - Protocolado projeto no Senado que restitui diploma de jornalismo

domingo, 28 de junho de 2009

Morte do maior ícone pop acerta o alvo da 9ª semana


A notícia da morte de Michael Jackson acertou na mosca o alvo na 9ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. Certamente a morte de MJ provocará um estrago muito maior na industrial cultural que a dor de sua perda pode gerar a milhões de fãs espalhados ao redor do mundo. Na verdade, a morte de MJ configura-se também como a morte da indústria fonográfica. Mas ao longo de sua carreira de 25 anos, o menino prodígio do estado de Indiana (EUA) derrubou todas as fronteiras geográficas do planeta com um novo jeito de fazer pop art. Em 1982, lançou Thriller, dirigido pelo cineasta Martin Scorsese. O álbum genial vendeu 106 milhões de discos, marca jamais alcançada por outro ídolo pop. Mas foi na TV que Michael Jackson inventou uma nova linguagem midiática. Com efeitos especiais, coreografias criativas, passos de dança desconcertantes, performance cênica, direção de arte de ícones do cinema, MJ reinaugurou a era dos videoclipes. Conseguiu traduzir a música na forma audiovisual – a imagem como centro da vida cotidiana. Desde então, é a pura tradução do que se pode chamar de uma bricolagem cultural numa época em que a cultura de massa dava seus primeiros passos rumo à convergência de todas as culturas. Dançando Billie Jean, ou cantando em Off the Wall, Michael anunciou ao mundo um novo formato de produção midiática, fórmula copiada ainda hoje por divas como Madonna e Beyonce. Mas esse modelo narrativo chegou ao fim, não por esgotamento, mas em função das profundas mudanças na forma de distribuição e apresentação do produto. Se antes o modelo de arte era sustentado em plataformas hierarquizadas e centralizadas, agora pode ser consumido como fast food, a hora e o lugar que quiser. Quem determina o consumo não é mais a indústria cultural, mas o desejo das nanocomunidades de compartilhamento de dados. Por meio das tecnologias per-to-per, RSS, streaming, essas microcomunidades determinam o que será consumido. Afinal, o conteúdo é mais importante que o autor da obra. Juntas, as novas tecnologias deram um tiro certo na arrogância da indústria cultural, personificada na imagem distorcida e decadente de MJ. Não se iludam com a mega vendagem pós-mortem do artista. Tudo não passa de death marketing, ou marketing da morte, em um bom português!

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Quase metade do Senado defende Sarney no Cargo

3º lugar - TSE cassa governador do Tocantins, Marcelo Miranda

4º lugar - Médico de celebridades é indiciado por estupro em São Paulo

5º lugar - Twitter é único canal de comunicação dos rebelados no Irã

domingo, 21 de junho de 2009

Fim da exigência de diploma acerta o alvo da 8ª semana


A decisão polêmica do STF que dispensa a obrigatoriedade da exigência do diploma de jornalista para o exercício legal da profissão acertou na mosca o alvo na 8ª semana do Target NewsWeek, resenha que classifica as cinco notícias que fizeram a diferença ao longo da semana. Afinal, a decisão do Supremo vai obrigar o ministro Gilmar Mendes a rever as demais profissões inclusive, a necessidade do diploma de Direito para o exercício legal da profissão de advogado. Concordando ou não com a decisão do STF, a medida soou como uma sentença de morte para o jornalismo profissional como conhecemos hoje. Ao longo de 40 anos, a profissão de jornalista vinha sendo formatada por pesquisadores brasileiros de alto quilate, como o professor Marcos Palacios, um dos integrantes do GJOL - Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line. E da noite para o dia, uma profissão de alta complexidade simbólica cai na vala comum dos cursos técnicos. É impossível prevê o futuro da categoria, cujo imaginário foi profundamente arranhado com o fim da obrigatoriedade do diploma. Afinal, para uma profissão que sempre foi bombardeada por interesses escusos de políticos e ações corporativistas inescrupulosas, um simples papel timbrado registrado no Ministério do Trabalho ainda fazia muita diferença. Por quê? Pelo simples fato de estarmos abaixo da linha do Equador, infelizmente. Não somos ingleses nem americanos, tampouco suecos, de cujos jornalistas não são exigidos qualquer diploma de formação superior para o exercício legal da profissão. Por lá, a maior idade política já foi alcançada. Por aqui, ainda funciona a velha política do “é-dando-que-se-recebe”. Certamente, os jornalistas profissionais nunca foram imunes à essa prática. Mas a decisão do STF só vai institucionalizar atos de uma república velha. Num bom Português, o jornalismo vai virar uma terra sem lei, sem paradigmas éticos nobres. Se a coisa já estava ruim, pode ficar ainda pior! Afinal, qualquer um poderá exercer a única profissão, entre tantas que existem por aí, que criou o imaginário necessário para a instalação de uma CPI no Congresso Nacional que abriu caminho para o primeiro impeachment de um presidente da República. Agora é que será mais difícil garimpar a notícia que realmente interessa.

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Mundo tem 1 bilhão de famintos, segundo relatório da FAO

3º lugar - Manifestação contra Ahmadinejad mata e divide o poder no Irã

4º lugar - Escola brasileira é dominada por preconceitos, revela pesquisa

5º lugar - Em sigilo, Senado demite irmão do presidente da Casa José Sarney