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sábado, 10 de julho de 2010

‘Ditadura de 21 anos da CBF contra o Brasil’ acerta 63ª


Atualizado às 10h50 - 10/07
De olho na presidência da Fifa, o presidente da CBF, com cara de tirano, Ricardo Teixeira, não está nem aí para o hexa do Brasil em 2014. A notícia-metáfora (05/07), produzida por Paulo Passos, enviado iG em Porto Elizabeth e disponibilizada no site do IG, acertou na mosca o alvo da 63ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. Nem uma semana após a eliminação vexatória do Brasil da Copa da África, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já mirou seus olhos de sapo no comando da entidade maior do futebol mundial. Quer porque quer ser o primeiro brasileiro a ser presidente da FIFA, no lugar do suíço Joseph Blater. Como fez na era Dunga, Teixeira quer que o novo técnico para seleção brasileira não o amole com nada, apenas quando o assunto for a TV Globo Chapa Branca. Durante a copa, jornalistas da emissora foram proibidos de fazer exclusivas com os jogadores, como de hábitos em outros mundiais. Apenas neste caso, mas apenas mesmo, Dunga teve razão. No mais, foi uma lástima criada pelo presidente da CBF, há 21 anos no poder, tempo questionado até pelo presidente Lula mesmo para uma entidade privada. Agora, o homem forte do futebol brasileiro quer cuidar tão-somente dos dividendos que devem advir da construção de estádios para 2014. Mas já começou mal. Segundo especialistas de verdade, a logomarga da copa 2014 é uma porcaria. Pós era Dunga, Teixeira quer atuar mais como empresário, quando deveria tratar a seleção como uma imagem de marketing, a fim de agregar ainda mais valor ao nosso principal produto midiático: o futebol bem jogado. Diferente disso, o cara não está nem aí para novas conquistas que possam manter o Brasil na sala de estar das principais vitrines midiáticas.

Afinal, é a produção de imagens de produtos monetizáveis que faz o mundo girar economicamente. Pois é a comunicação do produto e não a monetização do mesmo que fazem as bolsas de valores pulsarem em Wall Street. Incrível, quem provou isso foi o não menos louco, ex-presidente Bush (o filho). Quando ninguém queria voar pós 11 de setembro, ele foi quem voou pela primeira vez em céus nada amigáveis, desafiando todos os americanos a voarem por apenas 1 dólar. Se hoje voamos é graças àquele louco que mal sabia governar. Então, qual deveria ser o real valor de uma passagem de avião? Depende em que tempo estivermos! Naqueles tempos, nenhuma passagem aérea valia o que pesava. O marketing pessoal de Bush relativizou o valor das coisas, das coisas que realmente interessam. Por aqui, abaixo da linha do Equador, há muito não forjamos estadistas de verdade, apenas fantoches pilhados que pilham sua própria gente. Ricardo Teixeira é apenas mais um entre tantos que o Brasil já forjou nos seus mais de 500 anos.

Causas e consequências da notícia A notícia revela o total descaso como o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, trata a Seleção Brasileira. Quando coloca um ‘louco ditador’ no comando da equipe, demonstra que muita coisa precisa mudar na principal entidade do futebol brasileiro. A começar por seu presidente que 21 anos está à frente da entidade. Em qualquer lugar do mundo isso seria considerado ditadura, mas como é uma instituição privada passa batido. Não passa, não! A sociedade deveria se mobilizar para mudar os estatutos da CBF, tornando-a uma entidade multilateral sem fins lucrativos, tirando-lhe esse nocivo caráter empresarial. A nova entidade deve ser organizada e administrada por associações de jogadores, técnicos de futebol, cronistas esportivos, enfim, gente especializada com visão multidisciplinar, passando a encarar o futebol além do lazer, sobretudo, sob uma ótica informativa. No Congresso tramita um projeto que prevê o pagamento de aposentadoria aos campeões mundiais até 1970. Um escândalo até na Grécia. Mas aqui, não! Porque então a CBF não arca com isso, pois ela arrecada milhões em função desses jogadores? Pelo menos um alívio! A derrota de Dunga nos poupou do trunfo do autoritarismo.

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domingo, 13 de junho de 2010

‘Imagem da Seleção ofuscada por Dunga’ acerta 59ª


Para não mencionar os verbos “manchar”, “vilipendiar”, “arranhar”, “chutar”, preferimos usar de eufemismo para ilustrar a capacidade de Dunga de “ofuscar” o brilho do nosso principal produto de exportação: a imagem vitoriosa da Seleção Brasileira. A notícia (13/06), produzida por Carlos Eduardo Mansur e Maurício Fonseca e disponibilizada no site Globo.com, acertou na mosca o alvo da 59ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. Não bastasse a falta de bom senso na convocação de jogadores (deixando de fora estrelas que a FIFA ostenta em seu site oficial), o rei Dunga chegando à África passou a agir como um ditador, fechando treinos para a imprensa e, por tabela, deixando os torcedores brasileiros sem acesso ao seu maior produto de exportação. Para os leigos de plantão, o que faz o mundo girar não é nenhuma commodity ofertada em bolsa de valores mas, sobretudo, a imagem produzida desses mesmos produtos pela comunicação social. No caso da Seleção Brasileira foi a imagem vitoriosa do selecionado brasileiro ao longo de sua história que garantiu aos demais produtos brasileiros a aura de grandeza que hoje eles ostentam. O aço, o petróleo, o minério de ferro, o etanol, todos esses produtos precisaram colar a sua imagem à da seleção brasileira para garantir algum sucesso fora do Brasil.

Até a derrota por 2 a 1 da Seleção brasileira para os uruguaios no Maracanã, o Brasil amargava um dos piores imaginários que um país pode ostentar. Seu povo andava de cabeça baixa com vergonha do seu próprio país. Até então, a imagem do brasileiro era de um povo derrotado. Perdedor! Oito anos depois, tudo mudou com a arte traduzida nos pés de Pelé, no Mundial da Suécia. A partir da conquista de 58, o Brasil trocou o sapato furado para andar de bola cheia. A nossa exportação cresceu em todos os setores de forma exponencial. E pensar que ainda tem gente que gosta de pichar a imagem de Pelé, ignorando o fato de ele ser ainda um dos principais personagens de nossa identidade nacional. Aliás, só vemos alguém tremulando a bandeira do Brasil pelas ruas em épocas de copas do mundo. Uma mera coincidência?

Causas e consequências da notícia O teor dessa notícia é tão sério que a CBF (que tem poder político e econômico maior que muitos ministérios do Governo Lula) não poderia jamais ser uma entidade privada. Mas é! Terrível, não acha? Mas estamos no Brasil, onde a comunicação social é formatada na perspectiva do imaginário da nossa elite social. Não por acaso os postos diretivos das assessorias de comunicação das principais empresas do país são preenchidos a dedo por pessoas ligadas às oligarquias dominantes. Não entendo (entendendo) como o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, vê tudo isso acontecer diante de seus olhos de forma no mínimo confortável. Ao contrário da CBF, a Honda (empresa fabricante de carro japonês) escalou o jogador Ronaldinho Gaúcho em sua propaganda ligada à Copa do Mundo, com a finalidade de fortalecer ainda mais a imagem que a empresa japonesa tem junto aos brasileiros. Ora, Ora! Algo precisa mudar antes da Copa de 2014. Afinal, não queremos que a CBF tenha mais poder que o presidente da República quando a bola começar rolar no Brasil.

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Não houve acerto

Não houve acerto

domingo, 23 de maio de 2010

‘Pressão por Ficha Limpa na Internet’ acerta alvo da 56ª


Atualizado 17:30 - 23/05
Após Senado aprovar o projeto Ficha Limpa por unanimidade (76 votos a zero), agora cidadãos fazem pressão para que o projeto passe a valer nas eleições deste ano. A notícia (21/05), produzida por jornalistas do Senado e disponibilizada no site da mesma Casa Legislativa, acertou na mosca o alvo da 56ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O projeto Ficha Limpa pretende vetar a candidatura de políticos condenados por colegiado em processos não concluídos, mas ainda há dúvidas sobre a sua aplicação para as eleições de outubro. Preocupados, cidadãos comuns estão se mobilizando em prol do projeto em várias mídias: via e-mail, nos comentários em blogs, em notícias sobre o assunto, nos jornais online e em outros sites de relacionamentos, como o Orkut e o Facebook. No Twitter, os termos "Ficha Limpa" e "CCJ" estão entre os mais comentados no Brasil. Quando o projeto foi aprovado em Plenário, a expressão "Ficha Limpa" chegou a ser um dos tópicos mais comentados em todo o mundo. O próprio Twitter exibe quais os assuntos mais comentados do dia por seus usuários, denominando-os "Trending Topics" (algo como "assuntos em voga"). Essa grande mobilização pelo fim da corrupção da política começou com a coleta de assinaturas de apoio ao projeto, coordenada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que congrega várias organizações, entre as quais a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

O movimento conseguiu mais de dois milhões de assinaturas, boa parte delas por meio da internet, que foram encaminhadas ao Congresso em dezembro de 2009. O projeto (com o número original PLP 168/93), que aguardava votação na Câmara havia 16 anos, teve sua tramitação acelerada e foi votado neste mês. Tendo chegado ao Senado no dia 13 de maio, foi aprovado em apenas seis dias.

Causas e consequências da notícia - a notícia revela como cresce a participação dos cidadãos brasileiros nas questões nacionais. Desde que a Constituição de 1988 assegurou aos eleitores o direito de apresentar projetos de lei de iniciativa popular, em quatro ocasiões o Congresso converteu em norma uma proposta elaborada pela sociedade. Recentemente aprovado pelo Senado(19/05), o projeto Ficha Limpa encerrou um jejum de quase cinco anos sem que uma matéria de iniciativa popular fosse convertida em lei pelo Congresso Nacional. A última medida levada ao plenário do Legislativo Federal e convertida em norma legal foi publicada em 17 junho de 2005, e criou o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social. O primeiro projeto de iniciativa popular a ser aprovado no Congresso foi o que deu origem à Lei 8.930 de 7 de setembro de 1994. A norma caracterizou chacina realizada por esquadrão da morte como crime hediondo. Contudo, ainda é muito pouco o envio de projetos de lei de iniciativa popular. Participe mais!

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