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domingo, 23 de maio de 2010

‘Pressão por Ficha Limpa na Internet’ acerta alvo da 56ª


Atualizado 17:30 - 23/05
Após Senado aprovar o projeto Ficha Limpa por unanimidade (76 votos a zero), agora cidadãos fazem pressão para que o projeto passe a valer nas eleições deste ano. A notícia (21/05), produzida por jornalistas do Senado e disponibilizada no site da mesma Casa Legislativa, acertou na mosca o alvo da 56ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. O projeto Ficha Limpa pretende vetar a candidatura de políticos condenados por colegiado em processos não concluídos, mas ainda há dúvidas sobre a sua aplicação para as eleições de outubro. Preocupados, cidadãos comuns estão se mobilizando em prol do projeto em várias mídias: via e-mail, nos comentários em blogs, em notícias sobre o assunto, nos jornais online e em outros sites de relacionamentos, como o Orkut e o Facebook. No Twitter, os termos "Ficha Limpa" e "CCJ" estão entre os mais comentados no Brasil. Quando o projeto foi aprovado em Plenário, a expressão "Ficha Limpa" chegou a ser um dos tópicos mais comentados em todo o mundo. O próprio Twitter exibe quais os assuntos mais comentados do dia por seus usuários, denominando-os "Trending Topics" (algo como "assuntos em voga"). Essa grande mobilização pelo fim da corrupção da política começou com a coleta de assinaturas de apoio ao projeto, coordenada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que congrega várias organizações, entre as quais a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

O movimento conseguiu mais de dois milhões de assinaturas, boa parte delas por meio da internet, que foram encaminhadas ao Congresso em dezembro de 2009. O projeto (com o número original PLP 168/93), que aguardava votação na Câmara havia 16 anos, teve sua tramitação acelerada e foi votado neste mês. Tendo chegado ao Senado no dia 13 de maio, foi aprovado em apenas seis dias.

Causas e consequências da notícia - a notícia revela como cresce a participação dos cidadãos brasileiros nas questões nacionais. Desde que a Constituição de 1988 assegurou aos eleitores o direito de apresentar projetos de lei de iniciativa popular, em quatro ocasiões o Congresso converteu em norma uma proposta elaborada pela sociedade. Recentemente aprovado pelo Senado(19/05), o projeto Ficha Limpa encerrou um jejum de quase cinco anos sem que uma matéria de iniciativa popular fosse convertida em lei pelo Congresso Nacional. A última medida levada ao plenário do Legislativo Federal e convertida em norma legal foi publicada em 17 junho de 2005, e criou o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social. O primeiro projeto de iniciativa popular a ser aprovado no Congresso foi o que deu origem à Lei 8.930 de 7 de setembro de 1994. A norma caracterizou chacina realizada por esquadrão da morte como crime hediondo. Contudo, ainda é muito pouco o envio de projetos de lei de iniciativa popular. Participe mais!

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

TSE sinaliza com possibilidade de cassar candidatura de Dilma

Lula multado pela 4º vez pelo TSE por propaganda eleitoral ilegal

Lula perde apoio da ONU (EUA) ao trocar os pés pelas mãos no Irã

Debate aberto:participe das discussões do Marco Civil da internet

domingo, 7 de fevereiro de 2010

‘DETRAN-MG sem Ouvidoria’ acerta alvo da 41ª semana


O Ministério Público Estadual (MPE) ouviu, na condição de colaboradores do inquérito que investiga o esquema de venda de carteiras de motorista em todo o Estado, a cúpula da Polícia Civil e do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). A notícia (03/02), produzida por Ezequiel Fagundes e publicada no jornal O Tempo, acertou na mosca o alvo da 41ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco que fizeram a diferença ao longo da semana. Durante a audiência no MPE, o diretor do Detran, Oliveira Santiago Maciel, apresentou ao promotor uma relação com o nome de dez clínicas de exame médico e psicotécnico que estão sendo investigadas por descumprimento do decreto nº 44.546, que regulamenta o credenciamento dessas estabelecimentos.No documento consta o nome de dez clínicas, sendo cinco localizadas em Belo Horizonte, duas em Contagem, duas em Matozinhos e uma em Juiz de Fora. (veja relação abaixo). Além da lista apresentada ontem, o MPE já estava investigando a situação de outras 21 clínicas, localizadas nos municípios de Belo Horizonte, Uberlândia, Pirapora, Tupaciguara, Itabira, Divinópolis, Viçosa, Manhuaçu, Guapé e Montes Claros. Ao todo, pelo menos 31 clínicas já estão na mira do órgão, mas esse número vai aumentar, segundo garantiu o chefe da Polícia Civil mineira. Enquanto isso, um esquema de venda de habilitação continua a operar em Betim, mesmo após cerco policial em 2007. Lá, autoescolas negociam carteira de motorista por R$ 1.000, 40% desse valor parar no bolso de examinadores do Detran-MG. Em comentários no site, internautas fazem novas denúncias que colocam sob suspeita autoescolas e examinadores de Ribeirão das Neves, Sabará e Ponte Nova. Diante da total falta de fiscalização, urge a necessidade de se criar uma Ouvidoria do Detran-MG com independência para realizar o trabalho que a cúpula do órgão jamais conseguiu fazer.

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

Uma mulher some a cada dia na Grande Belo Horizonte

Noblat acertou? Bilhete liga Arruda a suborno a testemunha

Empresas de energia não pagarão por cobrar a mais em conta

Inpe já alertava em outubro para 'catástrofe' em São Paulo

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Justiça de Gilmar Mendes 2009 acerta alvo da semana


A última decisão de 2009 do Supremo Tribunal Federal (STF), presidido pelo juiz Gilmar Mendes, foi a liberação, no mínimo questionável, do garoto Sean de 9 anos para o pai biológico, o americano David Goldman. A notícia (22/12), produzida pela redação do portal G1 e outros sites, acertou na mosca o alvo da 35ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco que fizeram a diferença ao longo da semana. Como Poncio Pilatos, Gilmar Mendes lavou as mãos quando deveria agir como um juiz de Direito. Ao invés disso sentou em cima de um tratado internacional, quando o certo seria aplicar a guarda compartilhada, que convém nesses casos. Alheio ao desmanche moral e ético da família brasileira, o magistrado preferiu separar irmãos e avós numa única canetada. Na semana passada, o juiz Gilmar Mendes já havia se envolvido em mais uma decisão polêmica, ao liberar da cadeia o médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais e outros delitos ainda sob investigação. Em junho deste ano, Gilmar Mendes acabou, por meio do voto de minerva, com a obrigatoriedade do diploma de jornalista. Desde então, o número de candidato/vaga para o curso de jornalismo vem caindo vertiginosamente. De tabela, o emprego de professores e profissionais da área. Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco) Dalmo de Abreu Dallari , professor catedrático da UNESCO na cadeira Educação para a paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, e tradicional nome da intelectualidade de esquerda no Brasil, declarou:
“Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país”
(DALLARI, Dalmo de Abreu)

O que virá ainda até a expiração do mandato de Gilmar Mendes à frente da presidência do Supremo?

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2º lugar - Tráfico de drogas não pode ser eliminado, diz coordenador da PF

3º lugar - Operações da PF prenderam apenas 386 por corrupção em 2009


4º lugar - Sexo e poder são atrativos de jovens brasileiros para o tráfico

5º lugar - Venda de antidepressivos cresce cerca de 50% em 4 anos