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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

‘Supremo revive Pilatos em Ficha Limpa meia-boca’ 79ª


Atualizado às 12h07 - 22/10
Supremo Tribunal Federal (STF) revive Pilatos ao editar novo empate em votação que mantém Lei da Ficha Limpa em vigor apenas para os casos, em que o político acusado de corrupção renunciou ao cargo para evitar cassação do mandato. A notícia(28/10) produzida por Mário Coelho e disponibilizada no portal Congresso em Foco, acertou na mosca o alvo da 79ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco (se houver)que fizeram a diferença ao longo da semana. Nem tudo está decidido sobre a Lei da Ficha Limpa. A decisão tomada no caso Jader Barbalho foi um passo importante. Mas o STF ainda terá de responder a outras questões sobre a validade da lei ao julgar os próximos recursos. Por exemplo: haverá nova eleição para senador no Pará?

Ao negar o recurso extraordinário de Jader Barbalho (PMDB-PA), o Supremo Tribunal Federal deu mais um passo para a consolidação da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). Porém, apesar de a corte decidir que as novas regras de inelegibilidade valem para 2010, ainda faltam questões para os ministros responderem. Pelo menos outros 12 recursos, que já subiram para o Supremo, esperam análise pelo plenário.

Causas e consequências da notícia A notícia revela como houve uma dura degeneração ética, moral e de valores da sociedade brasileira ao longo dos anos em que Lula está à frente do comando executivo do país. De acima abaixo, ninguém parece fazer parte de mais nada, principalmente, quando está sob o crivo da lei, quando se é chamado para dar a cara à tapa. Pior, essa degeneração ocorre progressivamente a partir das esferas superiores - que deveriam primar pelo exemplo - para aquelas situadas nas cisternas do Brasil, que aprenderam a viver apenas sob a pecha da maldita transferência de renda (bolsa família), que não tem nada a ver com distribuição justa de renda pelo Capital – coisa que a China o Brasil insistem em atropelar. Ninguém mais quer saber se isso impacta negativamente ou não no seio da família brasileira. Quando o Supremo Tribunal Federal (maior poder do país) se exime de decidir por si só uma matéria que cabe apenas a ele decidir, a sociedade perde não só a credibilidade nas instituições públicas, perde, sobretudo, as garantias que a manteriam no caminho da ordem e do progresso, palavras apenas substantivas pintadas de branco na bandeira nacional. Na era do Twitter não adianta criar factóides comprando por milhões espaço nas mídias tradicionais. Elas já não ditam mais nada! E não foi a primeira vez que os ministros do Supremo reviveram Pilatos na sua mais torpe forma e expressão. Se esqueceram de devolver o Haiti para a natureza quando isso era algo impensável (transferindo toda a sua população para os países ricos), falta ao Brasil e aos brasileiros a dignidade de decidir sob qual tragédia querem ser aniquilados como desculpa para sumir de vez do mapa dos países que buscam a real valorização do homem. Pois, do contrário, somos apenas bichos amazônicos como os filmes de Hollywood costumam estampar nas telas dos cinemas do mundo inteiro...

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2ºValor da Petrobras cai US$ 14,2 bi após capitalização do Pré-Sal

3º Como se proceder para recuperar privacidade no Google Street View

4º Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram cerca de 60%

5º Brasil ocupa 69ª posição em ranking de percepção de corrupção

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti: humanidade sob expiação acerta alvo da 38ª


'Quando você for convidado pra subir no adro, da fundação casa de Jorge Amado, pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos, dando porrada na nuca de malandros pretos, de ladrões mulatos e outros quase brancos, tratados como pretos...' Agora muitos deles mortos (grifo nosso). A primeira estrofe da música 'Haiti', de Caetano e Gil, serve como prefácio para a maior tragédia da história do primeiro país livre das Américas e como reflexão para uma humanidade sob expiação. A notícia (14/01), produzida pelos repórteres da Globo News e de outros órgãos de imprensa do Brasil e do mundo, acertou na mosca o alvo da 38ª semana do Target NewsWeek, game de análise de notícias que classifica as cinco que fizeram a diferença ao longo da semana. A primeira estimativa da Cruz Vermelha é de 45 mil mortos no terremoto, mas esse número pode chegar a 500 mil. País mais pobre das Américas, o Haiti acumula séculos de miséria e de conflitos políticos, diante de um olhar indiferente da maioria do planeta. Naquela que é considerada a maior catástrofe da história da humanidade, o mundo assiste pela TV a expiação de sua própria imagem sempre negada no cotidiano, como se tudo pudesse ser encarado como algum desses reality show de quinta categoria. E muitos se perguntam ainda se o Haiti não é aqui ou em nenhum lugar. Graças a Deus é só lá, diriam muita gente boa de fé! Depois do terremoto e de tantas desilusões sociais, nem o Haiti está mais lá, pois aquilo não pode ser mais considerado um país de verdade! Nesse mundo de expiação, as celebridades alimentam o chamado marketing das ajudas humanitárias, aquelas que chegam sempre depois que já não há mais pedra sobre pedra. Tem celebridade que até escolhe a jogada certa para ganhar alto com a monetização gerada pelas catástrofes sociais. O que será preciso acontecer para que sejamos algo que realmente pudéssemos nos orgulhar? A cada tragédia o mundo é balançado por notícias ruins, mas nem tudo isso serve de inspiração para que as coisas mudem de fato. Sempre será preciso novas tragédias de grande porte para que pensemos em mudar o modo como tratamos o nosso próximo? Para que o mundo se una de verdade em torno de soluções de problemas comuns? Não foi assim após os atentados de 11 de setembro, tampouco depois das tsunamis que arrasaram a Ásia em 2004 e do furacão Katrina que quase dizimou a população de Nova Orleans, em 2005. No caso das tsumanis, o noticiário ficou na periferia da informação que interessa, enquanto milhares de corpos eram cremados sem qualquer identificação. No Haiti, a tragédia se confunde com o dia a dia, porque não sabemos o que é pior: um terremoto sem precedentes ou biscoitos de barro como dieta básica na alimentação de crianças famintas. E a morte de Zilda Arns só reforça o enredo que precisamos mudar o nosso jeito de nos relacionar com a 'diferença'. Para o Brasil, a perda da senhora da pastoral da criança gera um vácuo de esperança, de moralidade e da ética pública. Agora, se você consegui, pense no Haiti, reze pelo Haiti, o Haiti é aqui, o Haiti não é aqui... Será mesmo?

Reveja agora as outras notícias que acertaram o alvo na última semana:

2ºEUA fazem de tragédia estratégia de demarcação política e militar

3ºBurocracia impede envio de grande parte das ajudas humanitárias

4º Brasil doa U$10 milhões enquanto pobres daqui precisam de 100

5º Haitianos deveriam devolver país para a natureza sob pena de morte